Você só percebe a coroa numa foto tirada de cima, no elevador ou numa festa.
É a parte da cabeça que você menos vê e que os outros mais enxergam.
Por isso, o transplante capilar na coroa pede um planejamento próprio, com regras que não valem para a frente.
A gente vê esse susto com frequência na consulta.
O paciente chega preocupado com as entradas e descobre, pela foto de cima, que o topo já abriu.
Aqui você entende por que o transplante capilar na coroa dá mais trabalho.
Também vê como ele entra no plano da cirurgia.
O que é a coroa e por que ela entrega a calvície
A coroa fica no alto e atrás da cabeça, onde nasce o redemoinho.
Os médicos também chamam essa região de vértice.
Junto com as entradas, ela é a região onde a calvície masculina mais aparece.
Essa informação aparece na revisão sobre alopecia androgenética da StatPearls, publicada pela biblioteca médica dos Estados Unidos.
A mesma revisão mostra que cerca de metade dos homens tem calvície aos 50 anos.
Então o topo aberto está longe de ser um caso raro.
Por que o transplante capilar na coroa é a área mais difícil?
Quatro motivos explicam essa dificuldade. Todos eles mudam a forma como o médico planeja e executa a cirurgia.
O redemoinho muda a direção de cada fio
Na frente, os fios crescem quase todos pra frente.
Na coroa, eles saem em espiral a partir de um ponto central. Assim, cada incisão precisa seguir o ângulo exato daquela posição no redemoinho.
Quando o médico ignora esse desenho, o cabelo novo cresce espetado ou forma um tufo que não assenta.
Por isso, o planejamento começa com o mapa do redemoinho natural do paciente, desenhado antes de qualquer incisão.
A área cresce rápido e consome muitos folículos
A coroa tem formato de círculo, e um círculo cresce mais rápido do que parece.
Quando o diâmetro dobra, a área fica quatro vezes maior.
Ou seja, um topo que parece só um pouco mais aberto pode pedir o dobro de folículos.
Esse cálculo pesa na área doadora, que é finita.
A gente explica esse limite no texto sobre o limite da área doadora.
A luz bate de cima
A coroa recebe luz direta do teto e do sol.
Com isso, qualquer espaço entre os fios aparece como brilho do couro cabeludo.
Uma densidade que funciona na lateral da cabeça ainda deixa a coroa com aspecto ralo.
É aqui que a densidade faz diferença.
No Sistema Alta Densidade®, a gente implanta até 100 folículos por centímetro quadrado.
Essa concentração fecha o topo sem deixar o couro aparecendo sob a luz.
A calvície continua avançando em volta
A coroa costuma se expandir com o tempo.
Se o transplante preenche só o centro, o cabelo nativo ao redor pode cair depois e formar um anel ralo.
Então o médico planeja uma borda de transição, que acompanha o avanço natural da calvície.
Frente ou coroa: o que tratar primeiro?
A frente molda o rosto, e é ela que você vê no espelho todo dia.
Por isso, ela costuma vir primeiro no planejamento.
Em seguida vem o transplante capilar na coroa, com a quantidade de folículos que a área doadora permite.
Quando a área doadora tem folículos suficientes, as duas regiões cabem na mesma cirurgia.
No Grupo Capilar Brasil, o transplante acontece em sessão única, sem limite de folículos.
Assim, frente e coroa ficam prontas no mesmo procedimento.
Se a doadora for pequena, a conversa muda.
Nesse caso, o médico prioriza a frente e distribui o restante na coroa, com foco em cobertura.
O raciocínio completo está no texto sobre área doadora insuficiente.
Como fica o crescimento depois do transplante capilar na coroa
Depois da cirurgia, os fios implantados caem nas primeiras semanas e voltam a nascer aos poucos.
O resultado completo leva de 12 a 15 meses, como no resto da cabeça.
A gente mostra essa linha do tempo no texto sobre como o cabelo transplantado volta a crescer.
Durante esse período, os nossos médicos acompanham a evolução por até 15 meses.
Além disso, fotos de cima na mesma posição ajudam a comparar cada fase da coroa com precisão.
Quando procurar avaliação pro transplante capilar na coroa
Alguns sinais aparecem antes do topo abrir por completo. Fique atento a estes:
- couro cabeludo aparecendo em fotos tiradas de cima;
- redemoinho maior do que era há alguns anos;
- clarão no alto da cabeça quando o cabelo está molhado;
- comentário do barbeiro de que o topo está mais fino;
- entradas e coroa avançando ao mesmo tempo.
O fio fino no topo também merece atenção, porque ele costuma anunciar a queda.
A gente explica essa diferença no texto sobre cabelo fino e calvície.
Leve uma foto do seu topo pra consulta
Antes da avaliação, peça pra alguém fotografar a sua cabeça de cima, com a luz do teto acesa.
Tire também uma foto com o cabelo molhado.
Na consulta, os nossos médicos usam essas imagens pra medir a coroa e mapear o redemoinho.
Depois, calculam quantos folículos o seu caso pede.



