Tenho micropigmentação capilar. Posso fazer transplante?

O pigmento fica na superfície da pele e não impede que o fio implantado cresça. Veja onde a micropigmentação pesa na avaliação, o que acontece com a linha frontal pintada e o que levar pra consulta.

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Clínica de transplante capilar

Você fez micropigmentação pra disfarçar a calvície, e agora quer cabelo de verdade.

A dúvida, porém, é se o pigmento atrapalha a cirurgia.

Em geral, não atrapalha, pois micropigmentação e transplante capilar convivem bem na mesma cabeça.

Assim, o que muda é o planejamento.

A gente atende pacientes nessa transição com frequência, inclusive quem já fez vários retoques.

Por isso, este texto mostra como micropigmentação e transplante capilar se encaixam na avaliação e no resultado.

Dessa forma, você chega à consulta sabendo o que esperar.

O que a micropigmentação faz no couro cabeludo

A micropigmentação deposita pontinhos de pigmento na camada superficial da pele.

Esses pontos imitam a sombra de um cabelo raspado.

A ISHRS, Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar, tem uma revista própria.

Num artigo dessa revista, por exemplo, os autores descrevem esse padrão de pontos aplicado entre os poros.

O pigmento fica na pele, e não dentro do folículo. Logo, ele não impede que um fio novo nasça ali.

Com os anos, a cor também clareia e costuma pedir retoques.

Micropigmentação e transplante capilar podem conviver?

Podem.

Na técnica FUE, o médico retira folículos da nuca e implanta cada um numa pequena incisão na área calva.

Além disso, a incisão atravessa a pele pigmentada sem problema, e o fio cresce normalmente.

Depois da cirurgia, os fios implantados caem nas primeiras semanas e voltam a nascer aos poucos.

O resultado completo leva de 12 a 15 meses.

Esse ciclo está no texto sobre como o cabelo transplantado volta a crescer.

Por fim, o cabelo de verdade cobre o pigmento que ficou embaixo.

Onde a micropigmentação pesa no planejamento do transplante capilar

O pigmento esconde a densidade real

A micropigmentação existe pra enganar o olho, e ela engana também na consulta.

Os pontinhos se misturam aos fios finos e, assim, deixam a área com aspecto mais cheio do que é.

Por isso, o médico avalia o couro cabeludo com aumento e separa o que é fio do que é pigmento.

Essa leitura mostra onde ainda existe cabelo nativo e onde ele já está afinando.

Esse afinamento aparece, inclusive, no texto sobre cabelo fino e calvície.

A linha frontal pintada nem sempre serve pro cabelo novo

Muitas micropigmentações desenham uma linha reta e baixa, pensada pra cabeça raspada.

Porém, com cabelo comprido, essa linha pode ficar artificial.

Por isso, o médico desenha a nova linha pelo formato do rosto e pela idade.

Na borda, ele usa fios finos e soltos, pra evitar o aspecto de cabelo de boneca.

Quando o pigmento passa da nova linha, ele aparece como uma sombra na testa.

Nesse caso, a conversa sobre clarear essa faixa acontece antes da cirurgia.

A área doadora pode ter pigmento também

Algumas pessoas também pigmentam a nuca pra disfarçar falhas ou uma cicatriz antiga de FUT.

O pigmento não impede a extração, mas o médico precisa enxergar a densidade real dessa região.

A gente fala da cicatriz de FUT no texto sobre FUE depois de FUT.

Micropigmentação e transplante capilar: o que muda pra você

PontoCom micropigmentaçãoCom transplante
O que fica na cabeçaPigmento na pele, imitando cabelo raspadoFios que crescem e podem ser cortados e penteados
Comprimento do cabeloFunciona principalmente com a cabeça raspadaFunciona em qualquer comprimento, inclusive curto
ManutençãoRetoques ao longo dos anosOs fios crescem pela vida toda, assim como o cabelo nativo
Textura ao toquePele lisaCabelo de verdade

Dessa forma, fica fácil ver o que você ganha na transição.

Afinal, o pigmento entrega a aparência de um cabelo raspado, enquanto o transplante devolve o cabelo em si.

Cuidados com micropigmentação e transplante capilar depois da cirurgia

Nos primeiros meses, não faça retoque de micropigmentação na área operada.

Afinal, a pele ainda está cicatrizando, e os folículos novos estão se fixando.

Logo, espere a liberação do médico na consulta de retorno.

Com o cabelo crescido, muitos pacientes deixam de retocar o pigmento, pois os fios cobrem a área.

O mesmo acontece também com quem usava prótese, como mostra o texto sobre a transição da prótese pro transplante.

Assim, o recurso visual sai de cena aos poucos.

Leve o histórico da micropigmentação pra consulta

A avaliação fica mais precisa quando o médico conhece o seu histórico.

Por isso, antes de marcar, separe estas informações:

  1. quando você fez a micropigmentação e quantos retoques já fez;
  2. quais áreas foram pigmentadas, incluindo a nuca;
  3. fotos de antes da micropigmentação, se tiver;
  4. fotos atuais de frente, de cima e de trás.

Primeiramente, os nossos médicos usam esses dados pra medir o cabelo embaixo do pigmento.

Em seguida, montam o plano do transplante levando o pigmento em conta.

Esse plano define, ainda, a nova linha frontal e a densidade que a área doadora permite.

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Sobre o Grupo Capilar

O Grupo Capilar Brasil é referência internacional em transplante capilar, consolidado como o 5º maior grupo do mundo nesse segmento. Especializado exclusivamente na técnica FUE (Extração de Unidades Foliculares), e criador do exclusivo Sistema de Alta Densidade®, o grupo se destaca pela excelência médica, tecnologia avançada e resultados naturais e permanentes.

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