Ninguém sente falta de plaquetas antes da cirurgia.
Tampouco percebe glicemia alta olhando no espelho.
Por isso, os exames antes do transplante capilar entram na lista mesmo em quem se sente perfeitamente bem.
Afinal, o corpo não avisa sozinho quando algo pode complicar uma cirurgia.
Por que os exames antes do transplante capilar entram na lista mesmo sem sintoma
Uma cirurgia sob anestesia local, como o transplante capilar, ainda expõe o paciente a sangramento e a estresse metabólico.
Nesse cenário, um distúrbio de coagulação não tratado pode virar sangramento difícil de controlar durante a extração dos folículos.
Da mesma forma, uma glicemia alta e ainda não diagnosticada atrapalha a cicatrização depois do procedimento.
Por isso, uma diretriz de referência em cirurgia capilar recomenda avaliação laboratorial completa pra todo paciente, em qualquer idade.
A recomendação vem de uma diretriz de 2021, assinada por cirurgiões especializados em restauração capilar.
Essa fonte é o Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery.
Ela vale mesmo quando o paciente garante que nunca teve problema de saúde.
Quais exames costumam ser pedidos no pré-operatório
A mesma diretriz detalha o pacote de exames antes do transplante capilar.
Primeiro, vem o hemograma completo, com contagem de plaquetas.
Em seguida, entram os exames de coagulação, como tempo de sangramento ou o par TP e TTPa. A glicemia de jejum também compõe o pedido, porque orienta o controle da cicatrização.
Além disso, a diretriz recomenda sorologias para hepatite B, hepatite C e HIV.
Afinal, a cirurgia envolve exposição a sangue. Um eletrocardiograma entra na lista apenas em situações específicas, como histórico cardíaco ou falta de ar prévia.
O transplante capilar segue como ato privativo do especialista.
Por isso, cabe só a ele interpretar cada resultado antes de liberar a cirurgia.
Atenção redobrada nos exames antes do transplante capilar
Pacientes com pressão alta costumam manter a medicação normalmente, inclusive no dia da cirurgia.
Mesmo assim, precisam de liberação médica prévia.
Pacientes diabéticos, por sua vez, costumam precisar de um exame de hemoglobina glicada recente.
Esse exame garante que o açúcar no sangue esteja controlado antes da data marcada.
Quem usa anticoagulante exige avaliação conjunta com o médico responsável.
Isso porque suspender o remédio tem risco, e mantê-lo aumenta o sangramento na cirurgia.
Vale lembrar também de suspender o minoxidil uma semana antes do procedimento.
Ele pode aumentar o sangramento durante a extração dos folículos.
Pacientes acima dos 60 anos entram nesse grupo com mais frequência.
Acumulam mais condições que pedem checagem prévia, como já mostramos aqui.
Todo esse cuidado não serve pra atrasar a cirurgia.
Serve pra evitar uma complicação que nenhum exame visual detectaria antes.
Pergunte ao seu médico quais desses exames antes do transplante capilar entram no seu caso, antes de fechar a data.



