O seu cabelo não abriu entradas fundas nem uma coroa lisa.
Em vez disso, ele foi afinando aos poucos, em toda a cabeça.
Essa é a calvície difusa, e ela gera uma dúvida comum: o transplante funciona nesse caso?
A resposta depende, principalmente, de uma região que você quase não vê, a nuca.
Por isso, este texto explica como o médico avalia a calvície difusa e quando o transplante entra no plano.
Além disso, mostra o que você pode observar antes da consulta.
O que é calvície difusa
Na calvície mais comum, a queda segue um desenho previsível.
Primeiro, as entradas recuam e, depois, a coroa abre.
Nesse outro quadro, porém, os fios afinam espalhados pelo topo, sem uma área totalmente lisa.
Com isso, o couro cabeludo aparece de forma uniforme sob a luz.
O fio continua lá, mas está mais fino a cada ciclo.
A gente também explica esse afinamento no texto sobre cabelo fino e calvície.
Calvície difusa tem dois cenários diferentes
O que separa os dois cenários é o estado da nuca e das laterais.
Afinal, é dali que o médico retira os folículos pro transplante.
Quando a nuca está preservada
No primeiro cenário, por exemplo, o afinamento fica restrito ao topo da cabeça.
Assim, a nuca e as laterais continuam cheias e com fios fortes.
Nesse caso, o transplante funciona bem, porque existe uma área doadora estável pra cobrir o topo.
Quando a nuca também afina
No segundo cenário, o afinamento também alcança as laterais e a nuca.
Por isso, a área doadora perde a segurança.
A revisão sobre transplante capilar da StatPearls, publicada pela biblioteca médica dos Estados Unidos, cita esse quadro entre as contraindicações.
Afinal, os fios retirados de uma nuca que também está afinando podem cair depois de implantados.
Como o médico avalia a calvície difusa
A avaliação começa sempre pela nuca.
O médico examina o couro cabeludo com aumento e mede quantas unidades foliculares existem em cada centímetro quadrado.
A mesma revisão da StatPearls, inclusive, dá uma referência pra essa conta.
Segundo o texto, a zona doadora segura costuma ter de 65 a 85 unidades foliculares por centímetro quadrado.
Além disso, densidades abaixo de 40 tornam o caso menos favorável.
O médico também confere se os fios da nuca estão afinando.
Dessa forma, ele separa o caso que tem solução cirúrgica daquele que pede outro caminho.
A gente detalha os critérios da área doadora no texto sobre o limite da área doadora.
Nem toda queda espalhada é calvície difusa
Algumas quedas parecem esse quadro, mas têm outra causa.
A tireoide desregulada, por exemplo, provoca queda espalhada por toda a cabeça.
Do mesmo jeito, um emagrecimento rápido ou uma doença recente também podem derrubar fios de forma temporária.
Por isso, o médico investiga essas causas antes de falar em cirurgia.
A gente explica esse cuidado no texto sobre doença crônica e transplante capilar.
O que observar antes da consulta
Alguns sinais ajudam você a chegar na avaliação com informações úteis.
Por isso, observe se:
- o couro aparece por igual no topo, sem uma área totalmente lisa;
- a nuca e as laterais continuam cheias com o cabelo curto;
- a queda começou de repente ou foi aumentando ao longo dos anos;
- houve mudança de peso, doença ou remédio novo nos meses anteriores.
Leve fotos da nuca pra avaliação
Antes da consulta, peça pra alguém fotografar a sua nuca e as laterais com o cabelo curto.
Tire também uma foto do topo, de cima, com a luz do teto acesa.
Com essas imagens, os nossos médicos avaliam a calvície difusa.
Assim, eles mostram com clareza se o transplante entra no seu plano.



